Tratamento de sementes

Algo muito usual e adotado pela grande maioria dos produtores rurais, o tratamento de sementes desempenha um papel fundamental no sucesso de uma lavoura.

O tratamento de sementes tem por objetivo a proteção das sementes, mudas e plantas ao ataque de pragas e doenças, garantindo um bom desempenho inicial da cultura, reduzindo o número de falhas e aumentando a uniformidade da lavoura.

Os produtos mais comuns empregados no tratamento são fungicidas e inseticidas. Porém com o avanço da tecnologia já existem no mercado diversos produtos com as mais variadas funções, como micronutrientes, reguladores de crescimento, agentes de proteção a herbicidas e também inoculantes que podem ser empregados em conjunto aos químicos.

Figura 1. Esquema da ordem de produtos no tratamento de sementes. Fonte: CIMMYT, Foter.com / CC BY-NC-SA

As sementeiras estão investindo cada vez mais no tratamento de sementes, sendo que muitas já comercializam as sementes tratadas para o agricultor. Vantagem esta que permite mais agilidade e facilidade na hora do plantio. Quando o tratamento é realizado pela empresa, ele é chamado de tratamento industrial de sementes (TSI) e apresenta alguns pontos positivos como:

  • Volume correto de aplicação de cada produto;
  • Recobrimento uniforme das sementes;
  • Maior eficiência e rendimento, e
  • Menor risco de intoxicação do agricultor.

Além do TSI existe o tratamento on farm, o qual é realizado pelo próprio produtor dentro de sua propriedade. Porém é uma prática que necessita de conhecimento prévio sobre os produtos utilizados e também o manejo adequado visando reduzir o risco de contaminações ao homem e também ao ambiente.

O uso de produtos biológicos, chamados de inoculantes está ganhando cada vez mais espaço no tratamento de sementes. São produtos que podem ser usados em associação com os produtos químicos, pois apresentam compatibilidade entre si.

Para a cultura da soja e do milho o uso desses produtos está bastante difundido, e são uma forma natural de proporcionar nitrogênio as culturas sem o uso de adubos químicos, que representam grande parte do custo de uma lavoura. Segundo informações obtidas pela Embrapa, para a cultura do milho, pode haver redução de até 25% no uso dos fertilizantes nitrogenados em cobertura com o emprego da inoculação.

Além da parte nutricional, muitos inoculantes promovem o crescimento das raízes e parte área, atuando como promotores de crescimento e em consequência, contribuindo para uma maior rentabilidade.

Portanto, os benefícios oferecidos pelo tratamento de sementes compensam o baixo custo de implantação e minimizam as perdas, o que se torna um diferencial competitivo frente ao desafio da alta produtividade.

 
 
Colunistas

Stheffani Lucca dos Santos

Engenheira Agrônoma pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Fez parte do corpo de estagiários da Embrapa Soja, estagiando no laboratório de Fitopatologia setor de epidemiologia e controle. Atualmente é mestranda na área de produção vegetal pela Universidade tecnológica Federal do Paraná – campus Pato branco,...